Aura Minerals produziu no ano passado 280.414 GEO, 5% acima de 2024
"Encerramos 2025 com mais um ano de resultados recordes, impulsionados pela combinação de maior produção, preços mais elevados dos metais e disciplina na gestão de custos. Registramos EBITDA Ajustado anual histórico de US$547 milhões a um preço médio de ouro de US$3.446/oz com destaque para o desempenho excepcional do 4T quando alcançamos EBITDA ajustado de US$207 milhões, a um preço medio de ouro de US$4.090/oz. Ano de 2025 foi transformacional para a Aura: concluímos a construção e declaramos a produção comercial de Borborema dentro do prazo e dentro do orçamento, entregamos produção recordes trimestrais ao longo do ano, finalizamos a aquisição estratégica da MSG em dezembro e concluímos com sucesso nossa listagem na Nasdaq. Com isso, em fevereiro alcançamos um volume médio diário negociado próximo de US$100 milhões, além de termos sido incluídos em 58 ETFs apenas nos últimos três meses. Avançamos também em nossos projetos de crescimento, iniciamos as obras preliminares em Era Dorada e obtivemos a licença para a relocação da rodovia em Borborema, etapa fundamental que pode viabilizar a duplicação das reservas do ativo. Olhando para 2026, projetamos que a produção cresça para 360.000–390.000 GEO, enquanto preparamos a MSG e Apoena para maior produção, buscamos oportunidades para aumentar a capacidade em Borborema, avançamos o desenvolvimento subterrâneo e expandimos a capacidade em Almas, continuamos a exploração e estudos para crescer os Recursos e Reservas de Matupá e progredimos nossa campanha de perfuração em Carajás. No entanto, estamos apenas no início. Ao longo de 2025 e nos meses recentes, a Aura tomou passos decisivos rumo à nossa previsão de superar 600.000 GEO por ano, enquanto continuamos a identificar e perseguir oportunidades para ir além", afirmou Rodrigo Barbosa, CEO e Presidente da mineradora.
Produção trimestral recorde
No 4T25, a produção total atingiu 82.067 onças equivalentes de ouro (GEO), representando um aumento de 11% em relação ao 3T25 e de 23% frente ao 4T24, a preços correntes dos metais. A preços constantes. a produção trimestral alcançou novo recorde histórico, com crescimento de 12% na comparação trimestral e 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente por:
Almas: Aumento de 5%, totalizando 15.872 GEO. refletindo maior volume de minério processado e melhor desempenho operacional após a expansão da planta;
Borborema: Aumento de 54%, alcançando 15.777 GEO. em função do avanço consistente do ramp-up. com maior taxa de processamento. minério com teor mais elevado e melhoria nas recuperações metalúrgicas; e
MSG: produção de 4.761 GEO no mês de dezembro, após a conclusão da aquisição.
Produção anual em linha com o guidance
Em 2025, a produção totalizou 280.414 GEO, 5% acima de 2024, a preços correntes dos metais, e 9% superior a preços constantes. Considerando os preços do Guidance 2025 (excluindo MSG), a produção foi de 285.380 GEO, posicionando a companhia na metade superior do Guidance de 266.000 a 300.000 GEO para o ano o Almas: aumento de 5%, totalizando 56.979 GEO, refletindo volume de minério processado 22% superior após a expansão da planta, parcialmente compensado por menores teores no período; o Novos projetos: contribuição de 28.573 GEO em Borborema, ao longo do processo de ramp-up, e 4.761 GEO provenientes da MSG (somente mês de dezembro).
Vendas
No 4T25, o volume de vendas totalizou 80.447 GEO, representando aumento de 7% em relação ao 3T25 e de 16% frente ao 4T24, a preços correntes dos metais, refletindo principalmente o maior volume de produção no período. O resultado foi parcialmente impactado pelo efeito da conversão para GEO em Aranzazu. No acumulado de 2025, as vendas totalizaram 278.296 GEO, 3% a maior que 2024, impulsionado principalmente pela contribuição de Borborema e da MSG, além do melhor desempenho operacional de Almas ao longo do ano.
Receita Líquida Recorde
No 4T25, a Receita Líquida atingiu US$321.661, representando crescimento de 30% em relação ao 3T25 e de 88% frente ao 4T24, impulsionada principalmente pela valorização do preço do ouro e pelo maior volume de vendas no período. A contribuição combinada de Borborema e da MSG representou aproximadamente 27% da Receita Líquida trimestral. No acumulado de 2025, a Receita Líquida totalizou US$921.733, um aumento de 55% em relação a 2024, refletindo preços mais elevados dos metais e a contribuição de US$108.2 milhões provenientes de Borborema e US$20.2 milhões da MSG ao longo do período.
Preço médio realizado do ouro: no 4T25 foi de US$4.090/oz, aumento de 21% em relação ao 3T25 e de 58% frente ao 4T24. No acumulado do ano, o preço médio foi de US$3.446/oz, representando crescimento de 49% em relação a 2024.
Preço médio realizado do cobre: no 4T25 foi de US$5.06/lb, 14% acima do trimestre anterior e 22% superior ao mesmo período do ano anterior. Em 2025. o preço médio foi de US$4.51/lb, aumento de 8% frente a 2024.
EBITDA Ajustado Recorde: No 4T25, o EBITDA Ajustado atingiu US$207.948, marcando o sexto recorde trimestral consecutivo reportado pela Aura, com crescimento de 37% em relação ao 3T25 e de 162% frente ao 4T24. No acumulado de 2025, o EBITDA Ajustado totalizou US$547.755, mais que o dobro do registrado em 2024.
All-in Sustaining Cost (AISC): No 4T25, o All-in Sustaining Cost (AISC) foi de US$1.521/GEO, 9% acima de 3T25, a preços correntes dos metais, devido principalmente a incorporação da MSG, com AISC de US$3.187/GEO no período, além do impacto da conversão para GEO em Aranzazu. Desconsiderando a MSG e a preços constantes, o AISC foi de US$1.363/GEO, aumento de 3% sob o 3T25 e redução de 1% frente ao 4T24, beneficiado pelo perfil de custo inferior de Borborema. No acumulado de 2025, o AISC totalizou US$1.458/GEO, 10% acima de 2024. A preços constantes e excluindo a MSG, o AISC foi de US$1.346/GEO, crescimento de 2% ano contra ano. Considerando os preços do Guidance 2025, o AISC foi de US$1.368/GEO, posicionando-se no limite inferior do Guidance anual de US$1.374 a US$1.492.
Forte Geração Recorrente de Fluxo de Caixa Livre: No 4T25, o período foi encerrado com US$ 94,2 milhões, alta de 26% versus 3T25 e 40% versus 4T24, impulsionada por EBITDA Ajustado recorde, parcialmente compensado por impostos, perdas com hedge de ouro e aumento temporário do capital de giro. No ano, o Fluxo de Caixa Livre foi de US$ 253,7 milhões, crescimento de 30% quando comparado a 2024, sustentado pelo crescimento de 105% no EBITDA Ajustado.
Melhora na Posição de Dívida Líquida: A companhia encerrou 2025 com Dívida Líquida de US$117.619, equivalente a 0,28x o EBITDA Ajustado dos últimos doze meses (LTM). Na comparação trimestral, houve aumento da Dívida Líquida, refletindo principalmente o desembolso de US$72,8 milhões relacionado à aquisição da MSG.
Atualizações
Aquisição da Mina de Ouro MSG, em Goiás (Brasil): Em 1º de dezembro de 2025, a Aura concluiu, por meio de subsidiária integral, a aquisição da MSG junto à AngloGold Ashanti. A transação foi realizada com base em um enterprise value acordado de US$76,0 milhões, com pagamento inicial em caixa de US$72,8 milhões na data de fechamento, sujeito aos ajustes usuais pós-fechamento previstos no contrato de compra e venda de ações. Adicionalmente, a Aura concordou em pagar contraprestação diferida equivalente a 3% de net smelter return (NSR) sobre os Recursos Minerais atualmente definidos da MSG, incluindo as Reservas Minerais, com pagamentos trimestrais. Para fins contábeis, os resultados da MSG estão refletidos neste documento apenas a partir de dezembro de 2025, período em que o ativo passou a ser consolidado pela Companhia.
Estudo de Viabilidade do Projeto Era Dorada: Em 8 de dezembro de 2025, a Aura anunciou os resultados do Estudo de Viabilidade do Projeto Era Dorada, elaborado em conformidade com a regulamentação S-K 1300. O projeto contempla uma mina subterrânea de ouro, com produção estimada de 111 mil GEO anuais nos primeiros quatro anos de operação plena, além de potencial adicional de crescimento da produção.
Atualização das Perspectivas de Crescimento para os Próximos Anos: Também em 8 de dezembro de 2025, a Aura atualizou seu plano de crescimento incorporando os resultados do Estudo de Viabilidade de Era Dorada e a aquisição da MSG. A Companhia projeta produção superior a 600.000 GEO nos próximos anos, impulsionada pelo ramp-up completo de Borborema, pela otimização operacional da MSG, pela construção e ramp-up de Era Dorada e Matupá, além de expansões em Almas e Borborema.
Exercício de Warrants na Altamira Gold Corp.: Em novembro de 2025, a Aura exerceu 24.000.000 warrants ao preço de CAD$0,20 por unidade. Após a transação, a Companhia passou a deter 54.000.000 ações e 3.000.000 warrants, representando aproximadamente 18,22% de participação não diluída e 19,04% em base totalmente diluída. O investimento foi realizado com foco estratégico no potencial exploratório do ativo.
Licença de Construção e Início das Obras em Era Dorada: Em 6 de janeiro de 2026, a Aura recebeu a licença de construção do Projeto Era Dorada e iniciou as obras preliminares, marco relevante para o avanço do projeto. As atividades incluem a implementação de programas ambientais, supressão vegetal, desvios e acessos viários, desaguamento da mina e preparação das plataformas para instalação de equipamentos e infraestrutura.
Borborema: Em 25 de fevereiro de 2026, a Aura anunciou a assinatura de acordo de cooperação com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para a relocação da rodovia federal que atravessa parte da mina de Borborema. A Companhia também divulgou Estudo de Viabilidade atualizado, refletindo aumento de 82% nas Reservas Minerais Provadas e Prováveis, totalizando 1,5 milhão de onças.
Com essa atualização, Borborema passa a contar com vida útil da mina (LOM) de 21 anos, com base nas Reservas atuais.
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